A ex-advogada Maria Jorgina de Freitas, condenada por desvio de dinheiro no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na década de 90, foi solta nesse sábado (12/6). A liberdade foi concedida através de um alvará de soltura. Jorgina estava presa há quase 15 anos no presídio Nelson Hungria, no complexo prisional de Bangu (Zona Oeste do Rio).
Ela foi condenada a devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos. A
decisão é da 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que também condenou o
contador Carlos Alberto Mello e manteve o bloqueio de todos os bens dos
envolvidos na fraude para leilão.
Até agora, mais de R$ 69 milhões
subtraídos pelo golpe já foram devolvidos. O valor total do desvio
seria da ordem de R$ 500 milhões, mais de 50% de toda a arrecadação do
INSS à época.
O escândalo foi descoberto em março de 1991, com a
divulgação de uma lista de beneficiários de milionárias indenizações
obtidas por fraudes aplicadas por advogados. O procurador do INSS Volney
Ávila denunciou no mesmo mês a existência da quadrilha. O esquema
funcionava a partir da fraude de documentos para autorizar o pagamento
de indenizações por acidentes de trabalho.
Jorgina foi condenada a
14 anos de prisão pelo desvio de R$ 112 milhões em 1992, mas fugiu para
a Costa Rica, onde ficou até 1997. Ela foi recapturada pela Justiça
brasileira em 2008 e está presa desde então. Recentemente, o Supremo
Tribunal Federal negou recurso de Jorgina.
Fonte: Jornal O Globo.