Você sabe o que é comunicação não-violenta?

Sabe aquelas discussões que começam e não conseguimos nem lembrar o motivo? Muitas vezes causadas por um comentário feito de um jeito que irritou alguém, que depois disso já estava 100% armado e com barreiras para escutar? Daí em diante qualquer coisa dita de forma “errada” pode virar só mais combustível para aumentar a discussão.

Isso é algo tão comum que provavelmente já aconteceu com você. E agora deve estar se perguntando: “Como eu poderia evitar iniciar um conflito assim?”. O ponto inicial, segundo práticas de Comunicação Não-Violenta (CNV), é se manter aberto a ouvir, ter empatia pelo outro e evitar julgamentos em uma conversa. 

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Mas calma, isso não é ser passivo!

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Se você é daquelas pessoas que não levam desaforo pra casa, não precisa achar que perderá força em seus posicionamentos ao fazer o que indica a CNV. Muito pelo contrário, pois com as ferramentas da Comunicação Não-Violenta você se tornará uma pessoa muito mais honesta em suas falas. 

Afinal uma das principais premissas é que possamos ser mais sinceros com nós mesmos  e com os outros, dessa forma, nos conheceremos ainda mais, proporcionando mais facilidade na hora de nos expressar e enxergar  o outro. 

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Origem da Comunicação Não Violenta

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Na década de 1960, o psicólogo norte americano Marshall Rosenberg sistematizou o conceito da CNV e fundou o The Center for Nonviolent Communication. Marshall morreu em 2015, mas antes disso, disseminou a Comunicação Não-Violenta em cerca de 60 países e escreveu vários livros sobre o tema.

Comunicação Não Violenta: Técnicas para aprimorar  relacionamentos pessoais e profissionais (Nonviolent Communication: A language of life) é um dos principais escritos do psicólogo. Um livro muito indicado para quem quer aprender mais sobre o conceito e trabalhar conflitos interpessoais de maneira mais saudável e empática.

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E como aplicar?

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Uma palavra chave dentro dos livros e apresentações sobre Comunicação Não-Violenta é a empatia. As sete letras dessa palavra trazem muito dos estudos de Marshall para as nossas relações, pois quanto mais empáticos somos, mais fácil vai ser se enxergar no outro e entender questões que podem soar como julgamentos ou críticas.

Sabemos que a mudança não vai ocorrer de um dia para o outro, porque essas práticas envolvem muito mais que uma lista de regras a serem seguidas. Mas para ajudar nesse início, Marshall criou quatro pilares que ajudam a guiar relações interpessoais dentro da CNV:

  1. 1. Observação (ao invés de julgamento)
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  3. 2. Sentimentos (ao invés de avaliações)
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  5. 3. Necessidades (ao invés de estratégias)
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  7. 4. Pedidos (ao invés de ordens).

Viu só como a CNV pode te ajudar em diversos âmbitos da vida moderna? Se ficou curioso(a) e quer se aprofundar ainda mais no tema, o time da ECOM recomenda demais a leitura do livro de Marshall Rosenberg e acredita que uma boa comunicação é sempre o melhor caminho.