Existem desigualdades regionais de expectativa de vida no Brasil?

Nos últimos 30 anos, o Brasil observou profundas mudanças socioeconômicas, passando por estabilização da economia, redução da inflação, políticas de valorização do salário mínimo e também a expansão de programas sociais. No entanto, o país segue sendo um dos mais desiguais do mundo. Nesse contexto, a pergunta que se busca responder é, como se deu a evolução da desigualdade regional na expectativa de vida dos Brasileiros. Diante dessa realidade, levando em consideração os aspectos regionais, foi calculado a probabilidade de viver até os 40 e 60 anos de idade, em diferentes municípios para o período de 1991 a 2010. Os principais resultados indicam que houve um aumento na expectativa de vida e na probabilidade de sobrevivência, principalmente para os municípios mais pobres.
O Desenvolvimento Sustentável pode melhorar a saúde infantil?

A partir da coleta de dados do Censo Demográfico do Brasil de 2010, pesquisadores analisaram os determinantes sociais da saúde de crianças da região metropolitana de Curitiba, no Paraná, através da relação entre indicadores de Desenvolvimento Sustentável e resultados da saúde infantil. Ao compararem os indicadores de determinantes sociais de saúde com as taxas de mortalidade infantil de crianças com até 5 anos, os autores afirmam que existe uma relação entre o Desenvolvimento Sustentável dessa região e a diminuição das taxas de mortalidade infantil observadas.
Transferências Constitucionais do FPM: quais os incentivos para a corrupção?

Imagine uma situação em que seu município ganha uma quantidade de recursos adicional por um motivo inesperado, como será que o prefeito utilizará esses recursos? Este texto tem o intuito de mostrar como os recursos adicionais podem afetar o comportamento dos municípios em termos de corrupção e qualidade dos políticos. Para isso, Brollo e demais autores, em 2013, utilizam como experimento os municípios em torno dos limiares do Fundo de Participação dos Municípios. Seus achados mostram que a “maldição dos recursos públicos” é válida e que os municípios tendem a corromper mais quando ganham recursos inesperados.