A privatização do setor de saneamento básico pode ajudar a combater a mortalidade infantil?

Embora exista um consenso de que aumentar o acesso à água potável possa gerar inúmeros benefícios para população, dentre eles a redução da mortalidade infantil, os governos ainda enfrentam dificuldades de expandir o acesso aos serviços de infraestrutura no setor de saneamento básico, seja por restrição recursos financeiros ou por questões ideológicas e burocráticas. Nesse contexto, países como a argentina contornaram a crise econômica e o problema da restrição orçamentária na década de 1990 embarcando em uma das maiores campanhas de privatização do mundo, permitindo a provisão dos serviços de água pelo agente privado, cobrindo um total de 28% dos municípios. Tais medidas resultaram em uma queda de 8% na mortalidade infantil, tendo um efeito ainda maior nas áreas mais pobres, onde percebe-se uma redução de 26%.

Transferências Constitucionais do FPM: quais os incentivos para a corrupção?

Imagine uma situação em que seu município ganha uma quantidade de recursos adicional por um motivo inesperado, como será que o prefeito utilizará esses recursos? Este texto tem o intuito de mostrar como os recursos adicionais podem afetar o comportamento dos municípios em termos de corrupção e qualidade dos políticos. Para isso, Brollo e demais autores, em 2013, utilizam como experimento os municípios em torno dos limiares do Fundo de Participação dos Municípios. Seus achados mostram que a “maldição dos recursos públicos” é válida e que os municípios tendem a corromper mais quando ganham recursos inesperados.

Acesso ao microcrédito reduz a pobreza?

Há décadas o microcrédito era considerado uma arma poderosa para redução da pobreza, concedendo até prêmio Nobel da paz para seu criador, mas atualmente é visto por alguns com ceticismo. No texto é relatado a avaliação do acesso ao microcrédito sobre a pobreza, feito pelos economistas Abhijit Banerjee e Esther Duflo vencedores do prêmio Nobel de Economia de 2019 por seus trabalhos no combate à pobreza global. Os resultados encontrados indicam que o microcrédito não reduz a pobreza e não parece ter qualquer efeito sobre a educação e saúde. Contudo, ainda pode ser uma ferramenta importante de acesso ao consumo de bens duráveis para população mais carente, porém, deve ser acompanhado de uma boa regulação.