O uso de contraceptivos de longa duração reduz a taxa de natalidade entre adolescentes?

Em 2009, o estado do Colorado lançou um programa que facilitava o acesso aos métodos contraceptivos para todas as mulheres com o objetivo de reduzir a gravidez não planejada. O programa focava diretamente em algumas das barreiras que limitam o acesso aos métodos contraceptivos de longa duração, como o fornecimento dos dispositivos e a redução do custo de implantação. Lindo e Packham (2017) comparam os condados participantes do programa aos demais condados nos EUA, e encontram que, na média, o programa reduziu a taxa de natalidade entre adolescentes em 6,4% por ano. A redução foi ainda maior para a população de baixa renda, aproximadamente 8%.
Existem desigualdades regionais de expectativa de vida no Brasil?

Nos últimos 30 anos, o Brasil observou profundas mudanças socioeconômicas, passando por estabilização da economia, redução da inflação, políticas de valorização do salário mínimo e também a expansão de programas sociais. No entanto, o país segue sendo um dos mais desiguais do mundo. Nesse contexto, a pergunta que se busca responder é, como se deu a evolução da desigualdade regional na expectativa de vida dos Brasileiros. Diante dessa realidade, levando em consideração os aspectos regionais, foi calculado a probabilidade de viver até os 40 e 60 anos de idade, em diferentes municípios para o período de 1991 a 2010. Os principais resultados indicam que houve um aumento na expectativa de vida e na probabilidade de sobrevivência, principalmente para os municípios mais pobres.
Quais são os principais fatores econômicos que afetam a taxa de crescimento da produtividade dos Estados brasileiros?

Diferentemente da maioria dos trabalhos que avaliam as políticas econômicas voltadas para a melhoria do capital humano e da distribuição de renda em nível de países, Dias e Dias (2007) contribuem com a literatura ao desenvolver e testar empiricamente um modelo de crescimento econômico que considera os efeitos da distribuição de renda, dos níveis de educação dos empregados e empregadores, dos investimentos em educação e do nível tecnológico sobre a taxa de crescimento da produtividade da economia em nível de estados.
Empreenda BSB #03 | Economia Criativa – Picnik, Infinu e Cervejaria Criolina
Tiago Pezão da Cervejaria Criolina e Miguel Galvão do Picnik e Infinu falam como seus projetos inicialmente ligados a música viraram negócios criativos que movimentam a cidade e servem de vitrine a outros empreendedores. Qual a importância deste setor para a economia do DF e como eles estão se virando na pandemia são algumas das […]
Episódio 15: Desigualdade de Gênero, com Maria Oaquim
Mulheres ganham menos do que homens. Elas também possuem taxas maiores de desemprego, informalidade – e pobreza. Por que é assim? O que Estado e sociedade podem fazer para mudar esse quadro? No episódio dessa semana, o professor Pedro Fernando Nery recebe a economista Maria Oaquim, da Iniciativa Rio Mais. Artigos de jornal: Boas intenções […]
Episódio 14: Desigualdade entre Regiões, com Luiz Ricardo Cavalcante
Por que em um mesmo país alguns lugares são ricos e outros lugares são pobres? O que o Estado pode fazer para diminuir essa desigualdade? Luiz Ricardo Cavalcante, consultor do Senado e professor do IDP explica o fascinante campo da economia regional. Entrevista: Atraso na educação explica 100% da desigualdade de renda, diz economista Estudos: […]
A privatização do setor de saneamento básico pode ajudar a combater a mortalidade infantil?

Embora exista um consenso de que aumentar o acesso à água potável possa gerar inúmeros benefícios para população, dentre eles a redução da mortalidade infantil, os governos ainda enfrentam dificuldades de expandir o acesso aos serviços de infraestrutura no setor de saneamento básico, seja por restrição recursos financeiros ou por questões ideológicas e burocráticas. Nesse contexto, países como a argentina contornaram a crise econômica e o problema da restrição orçamentária na década de 1990 embarcando em uma das maiores campanhas de privatização do mundo, permitindo a provisão dos serviços de água pelo agente privado, cobrindo um total de 28% dos municípios. Tais medidas resultaram em uma queda de 8% na mortalidade infantil, tendo um efeito ainda maior nas áreas mais pobres, onde percebe-se uma redução de 26%.
O Programa Bolsa Família é capaz de reduzir a pobreza no Brasil?

Com o intuito de averiguar se o Programa Bolsa Família é capaz de reduzir os níveis de pobreza no Brasil, pesquisadores utilizaram dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) para investigar se a existência do programa é suficiente para gerar mobilidade social duradoura. O estudo aponta para o fato de que a unificação de políticas públicas sociais no Programa Bolsa Família possui o potencial de elevar os níveis de renda das populações mais vulneráveis, de modo a quebrar o “ciclo da pobreza” e minimizar a exclusão social.
Existe relação entre o grau de autonomia financeira e os investimentos em educação dos municípios?

Pode-se dizer que existe relação entre o grau de autonomia financeira e os investimentos em educação? Considerando as mudanças proporcionadas aos municípios brasileiros, com maior independência e autonomia financeira desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, Caetano et al. (2017) verificam a relação entre as transferências governamentais, a arrecadação tributária própria e o índice de educação dos municípios do estado de Minas Gerais, partindo da hipótese de que uma maior disponibilidade de recursos financeiros impactaria positivamente a qualidade da educação municipal. A pesquisa é conduzida por meio da análise de variância em blocos casualizados, correlação de Spearman, análise de clusters de k-médias e regressão linear múltipla.
Educação infantil é um bom investimento?

Com o intuito de averiguar se investimentos em educação nos primeiros anos de vida dão retornos positivos à sociedade e aos indivíduos contemplados, os pesquisadores avaliam o HighScope Perry Preschool Program, um programa de educação infantil cujo objetivo consiste em melhorar o aprendizado de crianças com desvantagens cognitivas e socioeconômicas.